Finanças e a Economia Sustentável

Entenda como se iniciou as tratativas da economia sustentável e qual a visão de futuro para este segmento de mercado.

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A sigla ESG significa em inglês os termos: Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governanças). O ESG está compreendido por um conjunto de diretrizes ambientais, sociais e de governança corporativa que as empresas devem seguir para minimizar os impactos negativos nos meios em que se inserem, e consequentemente aumentarem sua contribuição com o mundo.

É basicamente um alerta para um novo tipo de mentalidade no âmbito dos negócio e na economia, estas práticas levam as empresas a metrificarem não apenas o lucro desenfreado a qualquer custo, mas também, o "fairtrade", o mercado justo onde as empresas passam a valorizar também a relação sustentável entre todos os seus parceiros e meios em que se inserem, como: colaboradores, fornecedores, clientes, investidores, a sociedade e o meio ambiente. Vamos compreender como o contexto do mundo atual em que vivemos se concilia diretamente a importância da sustentabilidade econômica e das boas práticas de mercado.

Muitas empresas no cenário atual do mundo, se encontram em um momento de transformações avassaladoras, principalmente as mais tradicionais, vivemos um mundo complexo e instável, ao mesmo tempo em que o tema vem ganhando mais destaque, com a importância do que vamos deixar para as próximas gerações, que vem ganhando cada vez mais atenção na consciência das pessoas e órgão. É muito comum confundirmos ESG com produtos sustentáveis, ou com um ecossistema de indicadores. Mas na verdade, essas práticas sociais, ambientais e de governança vão muito além do que somente isto, para ser ESG as empresas devem adotar uma mudança de práticas de mentalidade, e visão do empreendimento como um todo, principalmente no estabelecimento das relações com seus stakeholders (pessoas e instituições com interesses diretos e indiretos na empresa). Outra mudança de concepção que as empresas devem adotar, é a de que as organizações que seguem as práticas, são organismos vivos, complexos e de interdependência, completamente diferentes do conceito de máquinas produtivas e suas linhas de produção, que vem desde revolução industrial. Embora muito acreditem que negócio antiéticos tragam resultados em larga escala para as empresas, cada vez mais se sabe através de pesquisas comprovadas, que estas atitudes na verdade, trazem resultados muito negativos.

Os 10 princípios do Pacto Global e os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da agenda 2030 são um comprometimento que as empresas e organizações devem focar para atingir as metas e concretizar o sucesso das práticas. Confira o vídeo abaixo onde detalhamos muito bem sobre os temas.

Compreender o cenário atual das práticas ESG é fundamental para as empresas e a sociedade no geral, para que executem as práticas verdadeiras do segmento. Conhecer indicadores no cenário regulatório também auxilia as empresas a mensurarem suas práticas e estabelecer metas e diretrizes cadas vez mais acertivas.

O sistema regulatório ESG é de fundamental importância para parametrizar as práticas que estão sendo tomadas pelas empresas, assim como também, para que os órgão reguladores do setor em âmbito internacional entendam o que realmente as empresas estão desenvolvendo com reflexos consistentes em impactos positivos gerados em nossa sociedade. No âmbito nacional, o poder Legislativo, a Comissão de Valores Mobiliários e o Conselho Monetário Nacional têm tomado cada vez mais medidas para equilibrar as agendas com o cenário do mundo.

Atualmente existem diversos indicadores sobre o tema que possibilitam reguladores e investidores tomarem como base de dados para tomada de decisões conscientes de investimentos e acompanhamento de resultados. Esses indicadores são fundamentais, mas também é preciso ter cautela para não enxergar essas medidas ESG's apenas como um conjunto de números e dados.

Link com os 10 princípios do pacto global: https://www.pactoglobal.org.br/10-principios